Janeiro 8, 2009

NOVO BLOG!

Não, não é brincadeira. Clique abaixo e verás:

FLORES NA JANELA

Janeiro 4, 2009

ESTÁ QUASE NA HORA

Não vou mentir: ando pensando em casamento. Namoro o Thiago há 8 anos, é apenas natural que isso aconteça. As piadinhas já incomodam: todos querem saber se sou eu que enrolo ele, ou se é ele que me enrola. Mas, cá para nós, é tudo muito bonito e poético. A idéia de ter um companheiro para o resto da vida – e, finalmente, ‘permissão’ para fazer sexo – é tentadora.

Quando vou a casamentos, então, esse meu sentido casamenteiro fica ainda mais aguçado. Ontem, por exemplo, fomos ao casamento do Fernando, amigo que nos apresentou. O Thiago chorou, eu me contive. A cerimônia, realizada no templo das Testemunhas de Jeová, foi bonita. Porém, o que sempre me incomodou em casamentos em qualquer igreja é aquele sermão sobre o papel da esposa e do esposo – principalmente quando chega àquela parte em que a mulher deve ser submissa ao chefe da família, o maridão. Sempre tive para mim que esse é um assunto que o líder religioso deve tratar em off com os noivos, considerando que eles (teoricamente) só fazem isso uma vez, mas os convidados já ouviram esse mesmo discurso várias vezes. E, se conseguir passar a cerimônia inteira sem citar I Coríntios 13, considere-se revolucionário.

Mesmo ansiosa como sou, casar não é algo que eu queira fazer logo. Comecei a namorar aos 12 (dá um desconto, minha puberdade foi aos 9), e ainda me acho um pouco nova para dar um passo desses. A verdade é que eu e o Thiago sempre seremos o que sempre fomos: melhores amigos sexualmente atraídos um pelo outro. Companheiros. E isso não vai mudar. Pra quê a pressa?

Dezembro 31, 2008

[CINEMA] MELHORES DE 2008

Okay, eu prometo: esta é a última lista. Nem eu agüento mais escrevê-las. Mas, no final de cada ano, procuro fazer um balanço cinematográfico e avaliar se o ano foi proveitoso ou não no quesito filmes. Foi assim que fugi de “bombas” esse ano.

Vi muitos dos filmes que tinha vontade, outros não tive tanta sorte. Não, eu ainda não vi Vicky Cristina Barcelona. Isso que dá morar em cidade pequena, sem cinema e sem uma locadora de qualidade.

Vamos, então, à lista.

MELHOR COMÉDIA: Morte no Funeral
Morte no Funeral não é nenhuma obra prima, mas foi a única comédia que vi esse ano que me lembro de gargalhar assistindo. No melhor estilo humor seco britânico, é um filme curto, objetivo e muito divertido. Também vale citar: Pequena Miss Sunshine, Chumbo Grosso, In Bruges, Maldita Sorte, Agente 86.

MELHOR DRAMA: Um Beijo Roubado
Que elenco! E quem diria que a Norah Jones daria uma boa atriz? Um Beijo Roubado é um filme delicioso de se assistir. No fim das contas, você fica com vontade de comer torta e assistí-lo novamente. Também vale citar: O Último Rei da Escócia, Valente, O Assassinato de Jesse James, O Passado, No Vale das Sombras, Na Natureza Selvagem, Onde os Fracos não Têm Vez, Michael Clayton, Antes Que o Diabo Saiba Que Você Está Morto, Medo da Verdade, Um Amor Jovem, Margot e o Casamento, Grace is Gone, O Som do Coração, August, Coisas que Perdemos pelo Caminho, Um Crime Americano, Senhores do Crime, Santos e Demônios, Stop Loss, O Sonho de Cassandra, Snow Angels, Cinturão Vermelho.

MELHOR ROMANCE: P.S. Eu Te Amo
Não sei se é a mensagem de amor, a paisagem da Escócia, o sensacional elenco de apoio ou os gatinhos que a Hilary Swank traça (Gerard Butler, Jeffrey Dean Morgan, Harry Connick Jr.) – talvez seja tudo junto – que faz de P.S. Eu Te Amo o perfeito filme de amor. Até os rapazes choram. Também vale citar: O Passado, Amor e Inocência.

MELHOR FILME INDEPENDENTE: Juno
Ellen Page é a perfeita tomboy, o roteiro é maravilhoso, único. Os coadjuvantes foram muitíssimo bem escolhidos. Até a trilha sonora é apaixonante. Resumindo: Juno é tudo de bom. Também vale citar: Pequena Miss Sunshine, August, Snow Angels.

MELHOR FILME DE AÇÃO/AVENTURA: Agente 86
Meio ação, meio comédia. Anne Hathaway mais linda que nunca. Steve Carrel o protagonista perfeito. Resultado: o filme é deliciosamente divertido. Também vale citar: O Reino, Os Indomáveis, 21, Hancock, Cloverfield.

MELHOR FILME DE ÉPOCA: Desejo e Reparação
Admito que fiquei dividida entre dois: Desejo e Reparação e Amor e Inocência. Me decidi pelo primeiro simplesmente pelo fato de que suas cenas continuam gravadas na minha memória – inclusive a da biblioteca! D&R se tornou um filme delicioso e inesquecível. Também vale citar: O Assassinato de Jesse James, Elizabeth: A Era de Ouro, Santos e Demônios, Amor e Inocência.

MELHOR FILME BRITÂNICO: This is England
Até hoje eu não sei o nome do filme em Português – aliás, nem sei se ele tem um. Mas sei que esse é o tipo de filme que cumpriu muito bem seu papel: chocar. A história dos meninos neo-nazistas fica gravada na sua memória por muito tempo. E o protagonista consegue ser ao mesmo tempo um monstrinho e adorável. Também vale citar: Driving Lessons.

MELHOR FILME BRASILEIRO: Não Por Acaso
Rodrigo Santoro prova, mais uma vez, que é mais que um rostinho bonito. É uma bela história de amor, solidão, crescimento. Valeu, e muito. Também vale citar: O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias.

MELHOR MUSICAL: Mamma Mia!
Porque as músicas do Abba ficam grudadas na mente. Porque a Meryl finalmente provou que é literalmente capaz de tudo na frente de uma câmera. Porque qualquer filme com o Colin Firth vale a pena. Também vale citar: Hairspray, Sweeney Todd.

MELHOR BIOGRAFIA: Control
Até assistir Control, eu não sabia bem quem tinha sido Ian Curtis. Ao final, eu queria mais. Samantha Morton, mais uma vez, arrasa. E que vivam os filmes em preto e branco! Também vale citar: O Último Rei da Escócia, Na Natureza Selvagem.

MELHOR COMÉDIA ROMÂNTICA: O Clube de Leitura de Jane Austen
Que filme delicioso! Super elenco. E, no fim das contas, eu queria montar o meu próprio clube de leitura. Também vale citar: Sex and the City, Dois Dias em Paris.

MELHOR FILME DE SUPER-HERÓI: O Cavaleiro das Trevas
O último Batman, todos já sabem, é um espetáculo de efeitos especiais. O roteiro não decepciona, tem um elenco sólido e foi muito bem dirigido. Para um film de super-herói, está muito acima da média. Como se isso já não batasse, Heath Ledger faz tudo valer a pena. Também vale citar: Homem de Ferro.

Dezembro 28, 2008

[TV] MELHORES DE 2008

Quando se é uma viciada em séries americanas, como eu, avaliar o ano no quesito TV pode ser um tanto… demorado. Não, eu ainda não vi Damages, nem Mad Men e muito menos The Tudors ou Breaking Bad. É claro, vontade não falta, mas eu ando preferindo me focar naquelas séries que, por algum motivo, não assisti – Six Feet Under é a bola da vez. Mas lá vai a minha humilde opinião sobre o que eu assisti.

10. THE BIG BANG THEORY
Sheldon Cooper é um dos melhores personagens na TV hoje. Não há ninguém como ele: inteligentíssimo, engraçado até sem querer, assexuado. O grande atrativo de The Big Bang Theory é o fato de que você passa meia hora assistindo pessoas interessantes, mas que não são remotamente bonitas, e ainda assim se diverte. E, no fim de cada episódio, aprende-se algo sobre ciência. Legal, não?

9. BROTHERS & SISTERS
As duas primeiras temporadas foram excelentes! Toda aquela confusão familiar era no mínimo divertida. Acréscimos ao elenco nunca foram tão bem vindos (Emily Van Camp e Rob Lowe)! A terceira temporada, entretanto, não tem sido tão boa, mas, mesmo quando um episódio não é tão legal, é geralmente muito melhor que muitas séries por aí. E, cá pra nós, uns 40 minutos de Sally Field nunca faz mal.

8. WEEDS
Como B&S, a mais recente temporada de Weeds caiu significativamente, após  três temporadas geniais. Grande parte da diversão era ver a Nancy vender drogas para seus vizinhos perfeitos, exceto por uns contadores corruptos, umas donas de casa fofoqueiras e uns adolescentes secretamente gays. Agrestic era tudo de bom. Agora, em novo ambiente, trabalhando numa loja (fachada) para gestantes e namorando um prefeito/traficante mexicano, Nance ficou um pouco… chata. Graças a Deus pela Celia viciada, o Andy e o Doug virando coiotes, o Silas e suas deliciosas cenas com a dona da loja de sanduíches e o Shane perdendo a virgindade. Mesmo potencialmente pior, Weeds ainda consegue ser genial. E viva Jenji Kohan.

7. CHUCK
Aos poucos, fui perdendo o entusiasmo por ver Chuck, e acabo assistindo meio que “obrigada”. Mas, quando assisto, sempre me divirto! A história é sempre a mesma: Chuck reconhece algum criminoso, desobedece Casey e Sarah, se mete em uma enrascada, e, após algumas trapalhadas, salva o dia. Mas, graças ao charme e ao timing cômico de Zachary Levi, sempre vale a pena.

6. LOST
Para ser sincera, eu já não agüento mais Lost! Não vejo a hora da série acabar! Eu já estava pronta para parar de assistir após a terceira temporada, que, em comparação com as duas primeiras, foi fraquíssima. Foi então que, no último episódio, acontece aquele flash forward e pronto: ‘Vou ter que assistir!’. Eu precisava saber quem estava no caixão e porque o Jack tinha ficado daquele jeito. E aí Lost vingou novamente na quarta temporada. Muitas das perguntas foram finalmente respondidas (aleluia!), o Des ganhou mais destaque, encerraram o capítulo do Michael e o Matthew Fox atuou, novamente, super bem. Não digo que estou ansiosa pela quinta temporada, pois não estou. Mas vou ver até o final.

5. HOUSE
House foi excelente até a terceira temporada. Quando houve uma grande mudança no elenco, a quarta temporada despencou em qualidade. Quase não se via Wilson ou Cuddy. Até que na quinta temporada os roteiristas recobraram seus sentidos e têm escrito alguns dos melhores episódios da TV esse ano. Por incrível que pareça, novos lados de House aparecem, e finalmente parece que resolveram lidar com a tensão sexual entre House e Cuddy. Além do mais, os novos personagens provaram não ter sido um erro, e a cada episódio se conhece um novo lado deles. E, finalmente Wilson e Cuddy voltaram a aparecer. Ufa!

4. 30 ROCK
30 Rock é a melhor comédia da atualidade e todos sabemos disso. Tina Fey e seus colegas de trabalho louquinhos conseguem arrancar risadas mesmo sem parecer estarem tentando. Kenneth é, como o Sheldon, um dos melhores personagens da TV. Até o Alec Baldwin consegue se sair bem em 30 Rock. E, como se isso já não bastasse, a série tem alguns dos convidados especiais mais legais: Steve Martin, Oprah, Jennifer Aniston, Edie Falco, e, ocasionalmente, alguém do Saturday Night Live, só para citar alguns.

3. SUPERNATURAL
A história continua a mesma: a luta do bem contra o mal e a guerra que acontece entre anjos e demônios. E nem é tão obscuro quanto parece. 2008 foi o melhor ano de Supernatural? Dificilmente. Mas foi o ano em que Jensen Ackles esfregou na cara de todo mundo que ele é mais que um rostinho bonito e que não precisa da aprovação de prêmio nenhum. Até o Jared melhorou um pouquinho. Pena que substituíram a Ruby, de uma atriz mediana para uma atriz péssima. Pelo menos o Castiel teve uma entrada para lá de legal. Ninguém é perfeito.

2. DEXTER
Mais uma vez, um dos melhores personagens da TV em ação. A grande falha é que Dexter carrega a série nos ombros, só isso. Sorte que o Michael C. Hall dá conta de um personagem tão profundo como esse. A terceira temporada demorou a esquentar, e teve conversas demais entre Dex e seu pai morto, mas foi muito legal vê-lo gerar uma vida enquanto tira muitas. E, veja só, Dex arrumou um amigo! Ele acabou o matando, mas, novamente, ninguém é perfeito.

1. PRISON BREAK
Quando a terceira temporada de Prison Break terminou, em fevereiro, eu já não agüentava mais, mesmo tendo sido apenas 13 episódios. Toda aquela temporada em Sona foi, no mínimo, surreal – e não no bom sentido da palavra. Foram personagens novos demais, T-Bag e Mahone de menos. Então a quarta temporada estreou, em setembro, e eu não tinha fé alguma naquela que eu considerava a minha série preferida. Porém a nova temporada não decepcionou. Aliás, ela muito me agradou. Voltaram a ação, o suspense, os personagens principais, a Companhia, e entrou o Michael Rapaport, que, apesar de querer ser rapper, é um ótimo ator. Foi a maior volta por cima que eu já vi uma série dar, e é por isso que Prison Break merece o primeiro lugar!

A PIOR: HEROES
A primeira temporada de Heroes foi genial, mesmo! A segunda não foi lá grandes coisas, mas ainda assim foi… boa. Mas, assistindo a tantas séries, eu já tinha decidido: iria assistir ao primeiro episódio da terceira temporada. Se não valesse a pena, pararia. Porém eu nem cheguei a isso. Quando o Surresh se injetou com aquele treco e ganhou super-força (não poderia ser um poder novo?), eu parei na mesma hora. Depois, fiquei sabendo que ele virou vilão. E o que o Sylar virou mocinho. Foi aí que dei graças a Deus a não ter perdido o meu tempo com Heroes. Nem a Veronica Mars Kristen Bell salva a série. Uma pena.

Dezembro 23, 2008

[MÚSICA] MELHORES DE 2008

Listas de ‘melhores’ ou ‘piores’ são, em algum nível, pretensiosas. A grande maioria busca a satisfação de dizer aos outros o que assistir, o que ouvir, o que ler. Outros as fazem apenas para demonstrar estarem por dentro do que acontece no mundo.

Por outro lado, tais listas são o refúgio daqueles que não tiveram tempo de baixar comprar os mais recentes CDs ou ao menos dar uma passadinha em um blog sobre música. Eu era uma destas pessoas, até decidir que já estava farta de tanta música ruim e que cresceria musicalmente em 2008, e foi isso que fiz. Mesmo assim, não dei conta. Ainda não sei para que lado vão Bon Iver, TV on the Radio e Hot Chip, e só outro dia fui baixar o CD solo do Conor Oberst e o badalado debut do Fleet Foxes. Mas esse foi o ano em que me descobri musicalmente, justamente com a ajuda dessas listas, e, com o intuito de compartilhar com vocês os bons artistas que conheci, fiz também a minha lista. Pelo menos ela não incluí Coldplay e MGMT (que eu ouvi, mas não tanto) – ufa!

10. THE VERY SEXUALS
The Very Sexuals é um quinteto da Holanda. Fundado por Joep van Son, dos Sugarettes, o grupo lançou seu álbum de estréia gratuitamente na internet. Não adiantou muito: nem na Holanda eles são famosos. Acabei os conhecendo por uma dica em alguma comunidade no last.fm, e pronto: até o momento já foram 730 execuções – pode conferir no meu perfil. Seu som pop independente é contagiante, mesmo cantando sobre o fim do mundo. The Very Sexuals pode não ser muito famoso, mas me conquistou.

9. LILY ALLEN
Eu conheci a Lily juntamente com o mundo: quando ela cantou Smile. Desde então, Lily não lançou nada novo, mas eu finalmente criei vergonha na cara e baixei o álbum dela. Resultado: não parei mais de ouvir. É um pop tão descontraído, despretensioso… feel good. O melhor de tudo é a boca suja de Ms. Allen, sua sinceridade. Que viva o girl power!

8. BELLE & SEBASTIAN
Eles já tem 12 anos de estrada, mas eu só fui ouvir Belle & Sebastian esse ano, por influência da trilha sonora de Juno. Suas doces vozes me deixaram apaixonada. Para completar, eles se encaixam no meu fetiche desse ano: são escoceses.

7. THE FRATELLIS
Eles também são escoceses, mas, ao contrário do pessoal aí de cima, eles cantam músicas divertidíssimas. Ouvi pela primeira vez (Chelsea Dagger) assistindo Chumbo Grosso, e, dois CDs depois, continuo me divertindo com a irreverência de suas músicas, que por sinal nunca enjoam.

6. VAMPIRE WEEKEND
Esse foi o ano do Vampire. Eles apareceram em todas as listas de melhores do ano, ganharam prêmios e tocaram nos festivais mais legais do planeta. Não é à toa: eles têm um som único. Seu CD de estréia passa voando, de tão leves e legais que as músicas são. Originalidade? Sim, por favor.

5. KIMYA DAWSON
Também foi culpa de Juno. Vamos combinar, a Kimya não é nada bonita (nem tenta ser), tem um nome meio esquisito e não canta nada. Mas por que diabos ela faz sucesso? Mais uma vez: originalidade. Ela não está nem aí se não tem o corpão e voz das Beyoncé da vida, simplesmente porque sabe que suas letras são as melhores. Ever. Ela consegue cantar quase uma música toda de ‘pipi in the potty‘. Não é para qualquer um.

4. THE KOOKS
Houve uma época em que eu só ouvia The Kooks. Mesmo. É claro que, embora seus CDs sejam ótimos, enjoou. Hoje eu não coloco mais para ouvir, mas quando o iTunes sorteia, me pego cantarolando e dançando na cadeira. Mais uma vez, entra o elemento diversão, sinônimo das músicas dos Kooks. Simples assim.

3. RILO KILEY
Antes de 2008, eu achava que a Jenny Lewis era apenas aquela ruivinha que o Jake Gyllenhaal tinha levado à pré-estréia de Donnie Darko anos atrás. Mal sabia eu do vozeirão que ela tem. Além disso, ela canta com uma doçura que ninguém mais tem. Teho todos os CDs, e simplesmente não dá para enjoar. Músicas como Silver Lining ficam na cabeça, para sempre.

2. ADAM GREEN
Adam é um gênio. Pronto, falei. Pena que ele se droga horrores, mas que ele é genial, isso ele é. Sua voz é única: grave e nada cansativa. As letras, mais uma vez, são riquíssimas. Não é à toa que ele trabalhava com a Kimya. Ouvi bastante Adam esse ano, e pretendo continuar ano que vem.

1. BRIGHT EYES
O Conor Oberst é desafinado? É, um pouco. As músicas deles são tristes? São sim, um pouco. E porque diabos Bright Eyes tem o dobro de scrobbles que Michael Jackson? Porque, ao desafinar, Conor joga toda sua emoção na música. Porque folk music nunca é demais. Porque Mr. Oberst é um grande gênio musical. Só por isso.

Também ouvi: Albert Hammond Jr., The Arcade Fire, Beulah, Bloc Party, Cold War Kids, The Decemberists, Dodos, Dressy Bessy, Feist, Idlewild, Jamiroquai, Kasabian, Kate Nash, The Killers, Kings of Convenience, Kings of Leon, The Last Shadow Puppets, Little Joy, Louis XIV, The Maccabees, The Magic Numbers, Maxïmo Park, Mika, Neutral Milk Hotel, The Olivia Tremor Control, Paolo Nutini, Razorlight, Scissor Sisters, The Shins, Sufjan Stevens, Vanguart, We Are Scientists, Wilco, The Wombats, Yeah Yeah Yeahs

Vem aí também uma lista da TV e do cinema. Aguardem.

Dezembro 21, 2008

MEME – PRONTO, FALEI!

A Joyce pediu que eu participasse do meme que ela respondeu, então lá vai. O objetivo é falar cinco coisas que vocês podem não saber sobre mim. Vamos lá.

1. Não gosto de cebola. Pronto, falei!
O crack, crack me tira do sério.

2. Menstruei aos nove. Pronto, falei!
Me sentia uma ET. Minhas amigas foram menstruar aos 12.

3. Tenho medo do Ray Liotta. Pronto, falei!
Nada contra: ele é ótimo ator. Mas você teria coragem de olhar nos olhos dele? Eu não!

4. Assisto Gilmore Girls tomando café. Pronto, falei!
Porque Gilmore Girls pede café, simples assim.

5. Tenho DVDs que nunca assisti. Pronto, falei!
Só comprei Revolução porque estava na promoção. O filme em si é péssimo. Nunca passei de meia hora.

Dezembro 18, 2008

O CINISMO DAS PREMIAÇÕES

Com a chegada de dezembro, Hollywood dá início à operação award shows. O intuito é resgatar  a grandeza daqueles da indústria do entretenimento que deram seu melhor em 2008, neutralizando assim aqueles que não se deram tão bem. As armas? Celebridades muitíssimo bem vestidas e piadas de graça debatível.

Chegou a temporada das premiações! Isso significa que, durante todo o mês de dezembro e janeiro, revistas e outras organizações da mídia publicarão suas listas dos melhores e piores do ano. Outras o farão com maior extravagância. A Academia, por exemplo, faz aquela cerimônia chiquérrima no Kodak Theater que você com certeza já assistiu – ou, no mínimo, dormiu tentando.

Seja através de listas em revistas e internet ou de cerimônias milionárias com transmissão mundial, é fácil notar que os citados são sempre os mesmos. Os indicados, aliás, tornam-se cada vez mais fáceis de prever, principalmente no mês que antecede seu anúncio. O ganhador do Globo de Ouro muitas vezes ganha também o Oscar e, quem sabe, o National Board of Review e o BAFTA.

Com os filmes, porém, é sempre interessante ver quem vai se sobressair, justamente porque todos os anos mudam os filmes, apesar de envolverem, muitas das vezes, as velhas caras conhecidas.

Na TV, porém, o assunto é outro. É comum certas séries durarem várias temporadas, e, com um mínimo de sorte e mantendo o nível de qualidade, elas têm lugar garantido na lista de indicados de grandes premiações como o Emmy e o Globo de Ouro. Com a revelação dos indicados ao Golden Globes recentemente, voltou a ficar clara essa panelinha da televisão.

Na categoria de atriz, por exemplo, vemos novamente Mariska Hargitay (Law & Order: SVU), Sally Field (Brothers & Sisters), Kyra Sedgwick (The Closer), America Ferrera (Ugly Betty) e Mary-Louise Parker (Weeds). Entre os atores, voltam Michael C. Hall (Dexter), Hugh Laurie (House), Alec Baldwin (30 Rock), Steve Carell (The Office) e Tony Shalhoub (Monk).

Não me entenda mal: eu não tenho nada contra esses atores. Aliás, sou expectadora fiel de Brothers & Sisters, Weeds, Dexter, House e 30 Rock e admito: todos eles trabalharam muito bem. Não é à toa que Hugh Laurie é indicado todo ano. O bom trabalho deve, sim, ser reconhecido.

Há, porém, o lado ruim dessa moeda. É cada vez mais difícil para novas séries penetrarem essa barreira. A própria Dexter, genial como é, não foi indicada logo de cara ao Emmy. Assim, séries com o mesmo potencial perdem-se pelo caminho dessa louca maratona que é a TV americana. Prison Break, que ressurgiu das cinzas em sua quarta temporada, e Supernatural, que se manteve com uma história interessantíssima, roteiros bem escritos e excelentes performances de Jensen Ackles por quatro temporadas, são então ignoradas por esse clubinho superexclusivo.

A boa notícia é que nada disto realmente importa, pois o verdadeiro reconhecimento é aquele dado por quem assiste. São os abaixo-assinados e os caminhões de margaridas que contam.

Dezembro 13, 2008

LEGEN… WAIT FOR IT… DARY!

how_i_met_your_mother_s1_box222O novo pode ser assutador. Um novo emprego, novo namorado, novo sutiã. Mas poucas coisas na vida são tão assustadoras quanto o risco de assistir uma série desconhecida. A tevê funciona para mim como uma válvula de escape, o tubo mágico que me permite esquecer aquela monografia que tenho de ajustar ou as provas corrigidas que tenho de entregar. Os canais abertos nunca me encantaram, e não digo que é pelo “baixo nível dos programas”. O nível de exigência do público é que é baixo, os programas encaixam-se razoavelmente bem nestes níveis. Já os canais fechados sempre foram meu ponto fraco. Eu deixava de estudar para a prova semanal para ver House, apesar de saber que, após quase matar o paciente com tratamentos errôneos e quebrar algumas das mais sagradas leis da medicina, Dr. Gregory House salva o dia. Não é elitismo: eu só não consigo me adaptar à teledramaturgia, e me dei por contente com as séries americanas. É por isso que, desde os meus treze anos, quando a Sky entrou na minha vida, eu sempre marco presença em frente à TV – isto é, agora marco ponto em frente ao computador.

Atualmente assisto a Prison Break, House, Dexter, Lost, Samantha Who?, The Big Bang Theory, Weeds, 30 Rock, Supernatural, Brothers & Sisters, Gossip Girl e Chuck. Entretanto, recentemente tenho me rendido a séries que deveria ter assistido, mas nunca dei muita importância. É o caso de The Sopranos, Spaced, Gilmore Girls e Veronica Mars, todas liquidadas entre um hiatus e outro.

Agora é a vez de How I Met Your Mother. Ted Mosby relata aos filhos adolescentes, em 2030, como conheceu a mãe deles. O relato, como provam os mais de 70 episódios até o momento, é longo, começando no ano de 2005. Ted divide seu mal decorado apartamento com seu melhor amigo Marshall e a noiva, Lilly, em New York City. Há ainda a namorada de Ted, Robin, e seu amigo Barney.

Antes de assistir a série, muitas vezes me perguntei se valia a pena investir em mais uma sitcom, esta já contando com quatro temporadas. Não seria melhor ver Six Feet Under, cuja primeira temporada já assisti e sei ser brilhante? A verdade é que sim, seria. Six Feet Under é uma daquelas séries geniais que aparecem de tempos em tempos e no fim de cada episódio te deixam de queixo caído.

Mas HIMYM tem lá seus méritos – um sósia do John Cusack, Neil Patrick Harris se fazendo (brilhantemente) de hetero e, é claro, um texto facílimo de digerir. Além do mais, fala diretamente ao coração dos twenty-somethings, tentando se equilibrar no aluguel, na faculdade e na maturidade.

Não há como não notar, porém, as semelhanças com Friends. As diferenças são, também, muitas. HIMYM tem cinco amigos, Friends tinha seis. A primeira tem protagonistas mais jovens, que, ao que tudo indica trabalham e bebem mais. A segunda tinha protagonistas um pouco mais maduros, mais sarcasmo e menos álcool. Mas ambas as séries se passam em NYC, a maioria dos episódios tem início com os protagonistas falando sobre amor, sexo ou trabalho – talvez os três ao mesmo tempo – enquanto bebem (no Central Perk ou no MacLaren’s) e há inclusive um mistério quanto à verdadeira profissão de Barney Stinson (alguém realmente lembra o que o Chandler fazia?).

HIMYM tem seus próprios méritos, é claro. Mas retornar a esse aconchegante mundo que relutantemente deixei para trás em 2004 com o fim de Friends (apesar de rever incessantemente as dez temporadas em DVD) é, sem dúvida, reconfortante. Não é medo do novo: em séries de TV, ou se depara com uma boa surpresa e continua a assistir, ou se muda de canal (no meu caso eu ainda libero espaço no HD).

Me joguei, sem medo de ser feliz.

Dezembro 6, 2008

BONS TEMPOS QUE NÃO VOLTAM MAIS.

A família Pandeló não é necessariamente a mais unida do mundo. Seus pequenos núcleos, estes sim, têm união, mas é fácil notar nas festas de família – às quais não compareço desde os 13 – quem fala mal de quem (pelas costas, porque é mais gostoso) ou quem está ali obrigado por pai e mãe.

Eu, por exemplo, sou a mal educada: não peço a benção à minha (i)mortal tia Guilhermina e faço questão de não comparecer a festas de Natal ou aniversários, principalmente os infantis. Aliás, já tive um chip 31 anos da Oi roubado por uma prima que passou metade de nossa infância me mordendo e fazendo intriga com minhas amigas.

Mas, segundo minha mãe, houve uma época em que não era bem assim. Hoje nos equilibramos na corda bamba das finanças, com a minha mãe voltando a ganhar salário de professora após sete anos no cargo de diretora e o falecimento da minha tia.

Porém, quando a nossa filial dos Pandelós habitava a fazenda do Itaguaçú, a vida era um pouco diferente. Minha avó diz, com os olhos brilhando, que tinha 600 galinhas e um curral para não-sei-quantos porcos caipiras, que, quando abatidos, tinham seus pernis doados à sua irmã Guilhermina, que devolvia o saco sujo de sangue e hoje retribui com uma penca de banana por ano. O sr. José Pandeló contava com a ajuda das filhas para tirar leite – trabalho que era recompensado com revistas Sétimo Céu. O Pandeló, como sempre foi conhecido, também adorava tocar sua sanfona no varandão da casa, iluminado apenas pelo luar e acompanhado pela cantoria de seu irmão Rubens.

Tudo isto foi antes de eu nascer. Posteriormente, meu avô vendeu a fazenda e levou a família para Petrópolis, lar de sua filha recém-casada, porém a mudança não foi bem sucedida, e cá estavam os Pandelós de volta a Leopoldina, sem nenhuma ficha no bolso. Desde então foram muitas lutas – Deus sabe – e eu muitas vezes me peguei pensando o quanto gostaria de ter nascido em uma família rica, que me permitisse alcançar os meus sonhos com mais facilidade. No seio de uma família humilde, entretanto, conheci valores que dinheiro algum compra: a honestidade, o trabalho, o sonho, o amor. Meu avô, quando partiu, não deixou nenhum bem material, exceto por duas sanfonas e um rádio com defeito. Seu patrimônio foi, sem dúvida, moral. Um homem de muita fé, que não valorizava o quanto tinha no bolso, mas o que tinha no seu enorme coração.

Sou urbana – se é que se pode dizer isso de quem vive em Leopoldina. Mas quando minha mãe conta dos tempos de fartura no Itaguaçú, com os olhos marejados de lágrimas, eu sinto saudade de uma época que não conheci, de pessoas que hoje são outras, mais velhas, mais responsáveis e mais fofoqueiras. Eu me imagino naquele varandão, assentada no colo do vô Pandeló, demonstrando, com orgulho, minhas habilidades de leitura. É possível sentir saudade de um mundo (melhor) que não se conheceu?

Dezembro 4, 2008

QUE HONRA!

Meu blogueiro favorito, Alexandre Inagaki, me deu a honra de destacar o Perdida na Tradução nos blogs da semana no Pensar Enlouquece, Pense Nisso.

Pensar Enlouquece

Nem preciso dizer que abri um sorriso de orelha a orelha e dei pulinhos de alegria, não é? Obrigada, Alexandre!